"Levanta-te como meu Grão-Espião, bravo Interpelador, e que tua coragem continue a servir sempre a mim e ao Império de Sirdan."
Jonas abriu os olhos ao som de uma salva de palmas que incandesceu todo o Grande Salão Imperial. De frente para ele, em pé, estava o Imperador, fitando-lhe com olhos tão azuis quanto o Mar Leuceu. À direita do soberano, a Princesa, radiante com seus cachos ruivos, sorria em meio a lábios rosados. O novo Grão-Espião ergueu-se, ensaiou uma reverência ao monarca e então retornou ao público da cerimônia e a seu posto habitual na Guarda — onde abraços de seus companheiros aguardavam-lhe. De longe, olhos negros o observavam com invejosa meticulosidade; aquele era um mau dia para o Alto General das Forças Imperiais, braço direito do Imperador.